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  • Nota pública: derramamento de óleo e Segurança Alimentar no Nordeste

    O Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), órgão máximo de representação e fiscalização do exercício profissional dos mais de 150 mil profissionais registrados no Sistema CFN/CRN, vem a público manifestar a preocupação com a situação de emergência ambiental e de saúde pública que atinge o litoral do nordeste brasileiro, causada pelo derramamento de óleo cru de petróleo identificado desde 30 de agosto de 2019.

    A composição do óleo cru de petróleo apresenta riscos toxicológicos altamente nocivos à saúde humana e que podem levar à morte. Esta afirmação já foi passada por análises de laboratórios de três universidades federais do Nordeste. Além desse risco, o acidente também causa prejuízos para a fauna e flora marinha, com a contaminação das praias e a morte de diversos animais.

    O Sistema CFN/CRN chama a atenção para a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) da população. Neste momento é necessário evitar o consumo de mariscos e pescados daquela região, bem como não fazer uso das praias atingidas, já que não se sabe, ainda, a extensão dos prejuízos causados.

    Em caso de dúvidas quanto ao consumo de pescados e sua substituição na alimentação, o correto é buscar a orientação de um nutricionista!

    O Conselho também recomenda à população evitar a propagação de notícias sem fonte oficial. Diante do grave cenário é preciso bom senso para que as informações inverídicas não sejam repassadas adiante, causando mais desinformação e outros prejuízos, além dos já causados pela tragédia ambiental.

    O desastre afeta diversas áreas da cadeia produtiva, com impacto direto para a economia regional, ao atingir setores como o turismo, bares e restaurantes. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o acidente pôs em risco à saúde e a subsistência de 144 mil pescadores artesanais do Nordeste brasileiro.

    Todos os cenários expostos geram uma situação de vulnerabilidade econômica e social, que deve ser tratada pelas autoridades como uma situação de calamidade. O Conselho Federal de Nutricionistas cumpre o seu dever ao orientar a população, colocando a categoria a postos para o trabalho de mitigar os danos causados à cadeia produtiva da alimentação humana e à saúde das pessoas.

    Foto: Fernando Vivas/GOVBA